terça-feira, 23 de novembro de 2010

A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NA IDADE MÉDIA

A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NA IDADE MÉDIA


RESUMO

A educação sempre foi vista como um processo de constante transformação. Evolui e muitas vezes também decai o que assusta a todo educador que busca cada vez o melhor para a educação. Durante muitos anos a educação teve grande influência da igreja católica, que governada e coordenava as escolas que passaram a ser centros de evangelização e não um local de acolhimento, onde há aprendizagem. Dentro deste pequeno artigo, mostraremos um pouco sobre a história da educação brasileira no período feudal.
Palavras-chave: Catolicismo; Educação ; Evangelizar.



1 INTRODUÇÃO


A educação sempre passou por inúmeros processos, modificações, evoluções e até decadências para chegar até os dias de hoje.
Conhecer a história da educação é preciso, pois tudo se recorre à história.
A educação brasileira foi muito marcada pela vinda dos Jesuítas, que vieram para evangeliza, no entanto acabaram alfabetizando os colonizados e dando inicio ao processo educacional brasileiro.
Os jesuítas são os descendentes dos cristãos da Idade media, que criaram mosteiros e pregavam o evangelho para a nobreza européia, contribuindo, em partes, para a educação que hoje conhecemos, foi com eles que surgiu a escolástica.
Dentro de nosso pequeno artigo, buscaremos compreender um pouco mais sobre a história da educação na idade media e sua influência em nossos dias.


2. HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO MEDIEVAL


A educação e sua complexidade. Há muito tempo ouvimos falar sobre os rumos da educação mundial e brasileira, sendo um processo que está em constante mudança.
Sempre que quisermos saber sobre algo relacionado à educação, precisamos recorrer à história.
A Idade Média inicia-se basicamente no século IX. Foi o período em que a educação menos se destacou, pois era muito controlada pelas forças religiosas do catolicismo.
Durante muito tempo, no Mundo Antigo, inúmeros estudiosos e pensadores se destacaram dentro do campo da educação, podemos citar assim Sócrates, Platão, Aristóteles, entre outros, que tantos benefícios nos trouxeram.
Infelizmente não podemos dizer o mesmo da Idade Média. Poucos foram os verdadeiros pensadores que se destacaram e trouxeram relevantes mudanças para este campo, até porque após a vinda de Cristo, o chamado cristianismo passou a Omar conta de tudo, inclusive da educação que passou a seguir seus rumos e suas ideologias.
O professor não tinha autonomia, em suas maiorias eram padres que lecionavam, pregavam o seu evangelho, “socavam” este conhecimento em seus alunos.
Lembramo-nos da vinda dos Jesuítas para o Brasil, pois vieram para evangelizar e percebendo que precisariam alfabetizar os índios para pregar-lhes o evangelho, passaram a ensiná-los a ler e escrever, dando inicio assim a história da Educação Brasileira.
A escola clássica, criada por Platão, a chamada escola de Atenas é derrubada pela ideologia cristã.
Segundo Manacorda (2000, p.122),


"Pode-se dizer, considerando as iniciativas educativas do clero secular e do clero regular, que mudaram os conteúdos, e que dos clássicos da tradição helenístico-romana passou-se para os clássicos da tradição bíblico-evangélica".


A Europa medieval teve o inicio do seu apogeu religioso educacional com a escolástica, criação de escolas para evangelizar e alfabetizar no governo de Carolíngio, pois construíram vários mosteiros, conventos, a escola Palatina referência para vários pontos da Europa, porém foi sobre o governo do grande Carlos Magno que surge o primeiro programa de educação da nobreza e são trazidos vários religiosos para fazerem este trabalho. E assim, criam-se mosteiros, onde apenas os nobres freqüentavam, achando que estavam sendo alfabetizados e educador, pura ignorância, pois o que lhes interessavam era o evangelizar.
De acordo com Martins (1993, p. 38):

Freqüentavam esta escola o próprio imperador, os príncipes e os jovens da nobreza. Ao lado desta instrução e educação ministrada aos jovens da nobreza por eclesiásticos, a Idade Média oferece-lhes ainda uma educação militar e cortezã, educação à qual, desde cedo, a Igreja procurou também imprimir uma orientação religiosa e doutrinal.

O grande pensador aristotélico da idade média foi São Tomás de Aquino, que levou para toda Europa os rumos e conceitos da escolástica medieval. Já o conhecido Santo Agostinho tinha opinião contrária ao de Aquino e por isso foi muitas vezes castigado. Para Aquino não havia relação entre a metafísica (estudos além da física) e a teologia, para ele a escola era espaço para a reflexão e discussão, bem como aplicação da lógica doutrinaria da Igreja Católica.
Santo Agostinho pregava o amor à fé, e o educar ao amor.
Segundo Teles (2010, p. 43),

“Agostinho vai filosofar sem perder a fé. Ele defende que a fé trás o saber, e que o saber trás a fé. E é assim que o homem vai conquistando a sua felicidade. E esta deve ser a finalidade única da Filosofia”.

A igreja influenciou muito no comportamento das pessoas, em seu modo de agir, pensar, na psicologia como um todo.
As disciplinas que eram estudadas nas escolas cristas, eram todas relacionadas a igreja, destacamos a Filosofia ligada ao cristianismo onde apenas a ideologia cristã era aceita, não havia o pensar, apenas o fazer, haviam as artes liberais, o trivium (Gramática, Retórica e Dialética católica) e o quadrivium (Aritmética, Geometria, Música e Astronomia), onde a liberdade de expressão era algo inexistente e se alguém quisesse ou tentasse agir de forma diferente, era cruelmente castigado e muitas vezes levados a morte.
Com o fim da Idade Média, a educação passou a ser vista como um processo que molda e transforma as pessoas, passou a ter a concepção que hoje conhecemos a de educar. É claro que passou por muitas crises e inúmeras mudanças para chegar a isso. Mudanças que levaram educadores à forca e outros ao suicídio.


6. CONCLUSÃO

Conhecer nossa história e os rumos da educação nos propicia não apenas o conhecimento, mas a compreensão de todos os processos que a educação passou para chegar até aqui, e através disso percebermos o porquê de tantas injustiças e deformações.
É sempre bom estarmos buscando novos conhecimentos relacionados a educação e a universidade nos possibilita buscar este conhecimento que nos será útil em todos os dias de nossa vida educacional.
Compreendo que a educação só será cada vez mais possível se lutarmos fortemente pó sua melhora.


7.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MANACORDA, Mario Alighiero. História da educação: da antiguidade aos nossos dias. 8ª ed. São Paulo: Cortez, 2000.
MARTINS, Ferreira Roberto. “Sociologia da Educação”, São Paulo – SP: Editora Moderna, 1993.
TELES, Fídias. “As Verdades Contra os Fracassos da Vida: por uma Pedagogia Antropológica”. Porto Alegre: Editora Alternativa , 2010.

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