segunda-feira, 13 de maio de 2013

A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NA IDADE MÉDIA


RESUMO  

       A educação sempre foi vista como um processo de constante transformação. Evolui e muitas vezes também decai o que assusta a todo educador que busca cada vez o melhor para a educação. Durante muitos anos a educação teve grande influência da igreja católica, que governada e coordenava as escolas que passaram a ser centros de evangelização e não um local de acolhimento, onde há aprendizagem. Dentro deste pequeno artigo, mostraremos um pouco sobre a história da educação brasileira no período feudal.

Palavras-chave: Catolicismo; Educação ; Evangelizar.
           
1 INTRODUÇÃO  

A educação sempre passou por inúmeros processos, modificações, evoluções e até decadências para chegar até os dias de hoje.
Conhecer a história da educação é preciso, pois tudo se recorre à história.
A educação brasileira foi muito marcada pela vinda dos Jesuítas, que vieram para evangeliza, no entanto acabaram alfabetizando os colonizados e dando inicio ao processo educacional brasileiro.
Os jesuítas são os descendentes dos cristãos da Idade media, que criaram mosteiros e pregavam o evangelho para a nobreza européia, contribuindo, em partes, para a educação que hoje conhecemos, foi com eles que surgiu a escolástica.
Dentro de nosso pequeno artigo, buscaremos compreender um pouco mais sobre a história da educação na idade media e sua influência em nossos dias. 


2. HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO MEDIEVAL


A educação e sua complexidade. Há muito tempo ouvimos falar sobre os rumos da educação mundial e brasileira, sendo um processo que está em constante mudança.
Sempre que quisermos saber sobre algo relacionado à educação, precisamos recorrer à história.
A Idade Média inicia-se basicamente no século IX. Foi o período em que a educação menos se destacou, pois era muito controlada pelas forças religiosas do catolicismo.
Durante muito tempo, no Mundo Antigo, inúmeros estudiosos e pensadores se destacaram dentro do campo da educação, podemos citar assim Sócrates, Platão, Aristóteles, entre outros, que tantos benefícios nos trouxeram.
Infelizmente não podemos dizer o mesmo da Idade Média. Poucos foram os verdadeiros pensadores que se destacaram e trouxeram relevantes mudanças para este campo, até porque após a vinda de Cristo, o chamado cristianismo passou a Omar conta de tudo, inclusive da educação que passou a seguir seus rumos e suas ideologias.
O professor não tinha autonomia, em suas maiorias eram padres que lecionavam, pregavam o seu evangelho, “socavam” este conhecimento em seus alunos.
Lembramo-nos da vinda dos Jesuítas para o Brasil, pois vieram para evangelizar e percebendo que precisariam alfabetizar os índios para pregar-lhes o evangelho, passaram a ensiná-los a ler e escrever, dando inicio assim a história da Educação Brasileira.
A escola clássica, criada por Platão, a chamada escola de Atenas é derrubada pela ideologia cristã.
Segundo Manacorda (2000, p.122),


"Pode-se dizer, considerando as iniciativas educativas do clero secular e do clero regular, que mudaram os conteúdos, e que dos clássicos da tradição helenístico-romana passou-se para os clássicos da tradição bíblico-evangélica".



 A Europa medieval teve o inicio do seu apogeu religioso educacional com a escolástica, criação de escolas para evangelizar e alfabetizar no governo de Carolíngio, pois construíram vários mosteiros, conventos, a escola Palatina referência para vários pontos da Europa, porém foi sobre o governo do grande Carlos Magno que surge o primeiro programa de educação da nobreza e são trazidos vários religiosos para fazerem este trabalho. E assim, criam-se mosteiros, onde apenas os nobres freqüentavam, achando que estavam sendo alfabetizados e educador, pura ignorância, pois o que lhes interessavam era o evangelizar.
De acordo com Martins (1993, p. 38):


Frequentavam esta escola o próprio imperador, os príncipes e os jovens da nobreza. Ao lado desta instrução e educação ministrada aos jovens da nobreza por eclesiásticos, a Idade Média oferece-lhes ainda uma educação militar e cortezã, educação à qual, desde cedo, a Igreja procurou também imprimir uma orientação religiosa e doutrinal.


O grande pensador aristotélico da idade média foi São Tomás de Aquino, que levou para toda Europa os rumos e conceitos da escolástica medieval. Já o conhecido Santo Agostinho tinha opinião contrária ao de Aquino e por isso foi muitas vezes castigado. Para Aquino não havia relação entre a metafísica (estudos além da física) e a teologia, para ele a escola era espaço para a reflexão e discussão, bem como aplicação da lógica doutrinaria da Igreja Católica.
Santo Agostinho pregava o amor à fé, e o educar ao amor.
Segundo Teles (2010, p. 43),


“Agostinho vai filosofar sem perder a fé. Ele defende que a fé trás o saber, e que o saber trás a fé. E é assim que o homem vai conquistando a sua felicidade. E esta deve ser a finalidade única da Filosofia”.


A igreja influenciou muito no comportamento das pessoas, em seu modo de agir, pensar, na psicologia como um todo.
As disciplinas que eram estudadas nas escolas cristas, eram todas relacionadas a igreja, destacamos a Filosofia ligada ao cristianismo onde apenas a ideologia cristã era aceita, não havia o pensar, apenas o fazer, haviam as artes liberais,  o trivium (Gramática, Retórica e Dialética católica) e o quadrivium (Aritmética, Geometria, Música e Astronomia), onde a liberdade de expressão era algo inexistente e se alguém quisesse ou tentasse agir de forma diferente, era cruelmente castigado e muitas vezes levados a morte.
Com o fim da Idade Média, a educação passou a ser vista como um processo que molda e transforma as pessoas, passou a ter a concepção que hoje conhecemos a de educar. É claro que passou por muitas crises e inúmeras mudanças para chegar a isso. Mudanças que levaram educadores à forca e outros ao suicídio.


6. CONCLUSÃO

Conhecer nossa história e os rumos da educação nos propicia não apenas o conhecimento, mas a compreensão de todos os processos que a educação passou para chegar até aqui, e através disso percebermos o porquê de tantas injustiças e deformações.
É sempre bom estarmos buscando novos conhecimentos relacionados a educação e a universidade nos possibilita buscar este conhecimento que nos será útil em todos os dias de nossa vida educacional.
 Compreendo que a educação só será cada vez mais possível se lutarmos fortemente pó sua melhora.


7.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MANACORDA, Mario Alighiero. História da educação: da antiguidade aos nossos dias. 8ª ed. São Paulo: Cortez, 2000.
MARTINS, Ferreira Roberto. “Sociologia da Educação”, São Paulo – SP: Editora Moderna, 1993.
TELES, Fídias. “As Verdades Contra os Fracassos da Vida: por uma Pedagogia Antropológica”. Porto Alegre: Editora Alternativa , 2010.







quarta-feira, 22 de agosto de 2012

RESENHA DO LIVRO “AVALIAÇÃO QUALITATIVA” DE PEDRO DEMO

SOBRE O PREFÁCIO



O prefácio de Moacir Gadotti, do livro “Avaliação Qualitativa”, mostra Pedro Demo como um educador de respeito e cujo livro deve ser lido, inclusive por possuir idéias bem originais e ousadas. Ainda assim, percebemos em Gadotti, umas “alfinetadas ideológicas” no autor, no sentido de esperar dele mais engajamento na luta pela transformação radical da sociedade capitalista rumo a uma sociedade verdadeiramente igualitária.



SOBRE “UM ENSAIO INTRODUTÓRIO”



Pedro Demo procura não supervalorizar nem a qualidade, nem a quantidade. Notamos que cada uma delas além de ter perspectiva própria, podem se completar sem se confundir. Daí mostra que a mais eficiente, a mais sofisticada das metodologias não significa qualidade. Veja algo sobre isto:“A mera satisfação metodológica em torno de dados qualitativos não os transforma em qualitativos e vice-versa” (DEMO, pag. 12).
Mais adiante uma cortante critica de Pedro Demo à apatia política, diríamos de modo mais claro: a ignorância sociológica, coisa que tanto vemos até nos cursos de Doutorados. Na realidade a isto ele chama de “pobreza política”. E clareia:




 “A pobreza política externa é aquela que é percebida como condição histórica natural e normal, onde a manipulação não é despercebida, mas até mesmo desejada, porque incorporada ao ritmo da vida tido como normal... talvez não estejamos habitados a considerar isto uma violência, pois não se vê derramamento de sangue em nenhum lugar, nem a presença visível de estilhaços materiais de alguma explosão. Mas é uma violência, que mutila e mata de outra maneira, exterminando a qualidade de vida.” (DEMO, pag. 15).

Demo não fica na superfície, aprofunda criticamente a relação questionamentos valores e ideologias em geral. Veja esta parte:


"Na qualidade não vale o maior, mas o melhor, não o extenso, mas o intenso; não o violento, mas o envolvente; não a pressão, mas a impregnação". (DEMO pag. 18)

E assim, o autor coloca a identidade cultural comunitária como “a porteira da participação porque dá à luz a força aglutinadora de um grupo humano que decide se autodeterminar, superando sua condição de massa de manobra” (DEMO pag. 18)
No método da observação, Demo exige vivenciar, não só observar, mas na verdade participar inteiramente.
Quanto às Dimensões dos Fenômenos Participativos, Demo destaca:
¥ Liderança por eleição
¥ Legitimidade por estatuto
¥ Participação da base
¥ Planejamento participativo


ALGUMAS PEGADAS,


É o titulo de um capitulo do autor, que desfere criticas negativas a muitos intelectuais que conforme ele, que se dizem dialéticos. E ataca os abusos metodológicos.
Com respeito aos usos, o autor prioriza três, para uma avaliação qualitativa: a convivência, a vivência, e a identificação ideológica.
Demo se concentra na questão ideológica, porque esta faz parte da vida. mas adverte muito bem, que o problema ideológico deve ser tratado,

“... de modo adequado, ou seja, sem camuflá-lo-como faz a ciência usual-mas igualmente sem torná-lo sucedâneo da ciência... ideologia precisa ser controlada, porque não é ciência, por mais que faça parte integrante do processo cientifico. Quando a dialética afirma que o erro faz parte da verdade, não diz que erro é verdade, e, por conseqüência, também assume a tarefa de combatê-lo, mesmo sendo um inimigo dentro da própria trincheira.” (DEMO, pag. 38)

CARICATURANDO EXEMPLOS

Na avaliação qualitativa de uma escola o autor defende a formação cidadã das pessoas, uma formação política, e não só informação; como se “conduzem os alunos, tantas decisões ou apenas obedecem? E o material didático também é questionado; se desenvolve a personalidade do jovem, ou se o domestica.
A consciência sociológica do professor e sua conduta cidadã também entram na avaliação qualitativa. E mais: a relação da escola com a comunidade, discutindo, debatendo, participando realmente da vida social.

Dialética da Qualidade

O autor crítica a banalização da dialética, mas defende seu uso. Esclarece sobre “Espaço político, defendendo a participação do ser humano como condutor da historia, e não como mero joguete. E o espaço educativo, como espaço político no âmago”. (DEMO, pag. 59)
Apreciamos algumas posturas de Pedro Demo, inclusive pela ousadia. Ele –por exemplo – não tem medo de falar em felicidade! E nunca critica ao hedonismo hoje- afirma:


“Ser feliz não pode significar busca frenética e louca do orgasmo permanente, que já seria obsessivo, mecânico e infeliz. O orgasmo bem praticado –com qualidade política –depende também de condições objetivas, externas, materiais, mas é, sobretudo conquista qualitativa, sensibilidade exuberante, arte consumada a dois.” (DEMO, pag. 66)


SOBRE EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA


Um ensaio sobre ideologia política e, particularmente sobre o socialismo e sua pratica, é o que se vê neste capitulo, onde Demo, sem desprezar os fatores econômicos, realça a importância dos fatores políticos. 
E ai, o autor divide o espaço político de atuação histórica em quatro posições:
1) A revolucionaria: derrubada de um sistema por outro predominantemente novo.
2) A reformista: mudanças dentro do sistema.
3) A conservadora: manter o sistema como está.
4) A reacionária: retorno a um sistema anacrônico.
Em banalidades da educação transformadora, Demo nega o discurso do professor que atribui à diferença do estudante aos seus conselhos, como fator principal do atraso educativo. Alerta também pra que não se desconheça os limites das ações históricas do estado.
Outra banalidade se verifica nos discursos de professores universitários que falam em transformação, porem servindo ao conservadorismo das universidades. Veja:


Faz parte de nosso espírito critico –ainda que trôpego e combinado –reconhecer que as universidades esta entre as instituições mais conservadoras da sociedade atual. Como toda instituição importante, sabe antes de mais nada defender-se. Pelo simples fato de ser um espaço social elitista, dedicado a forjar uma das elites sociais, já bastaria para elaborar a tendência histórica conservadora, na lógica dos privilégios.” (DEMO, pag. 83)


A quarta banalidade para Demo esta na postura dom professor que se diz transformador, mas é domesticador. Aos fins, Demo é impiedoso com os intelectuais, considerando-os cúmplices do sistema, ainda que faca pose em seus discursos. Acredito haver exageros nesta postura, mas que, de certo modo, é verdadeira. E se é muito meio verdadeira, o professor não faz então uma verdadeira avaliação qualitativa, não só da escola (pois o livro fala pouquíssimo sobre ela), mas da vida em geral. Acredito que muitos estudos ainda precisam ser feitos sobre estas 
temáticas neste livro trocadas.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988


CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988: A CONSTITUIÇÃO CIDADÃ


RESUMO


Este pequeno artigo nos relata a constituição federal e suas limitações em relação à educação. Não podemos dizer que tudo é perfeito, pois vivemos em um desacordo constante com nossa sociedade, talvez por isso o ser humano sofre tanto.
Palavras-chave: Constituição; Educação; Povo.



1 INTRODUÇÃO


Nosso país está em constante evolução, isso está bem claro em tudo que vemos, fazemos, sentimos. Quem mais sofre com isso, somos nós brasileiros que estamos sempre buscando a melhor forma de sobreviver.
Desde sua existência, o país passou por muitos períodos, mas podemos dizer que o mais importante é o agora, contemporâneo, pois apesar de tudo, estamos melhorando, indo em busca de soluções para resolver nossos problemas sociais, étnicos e culturais, que infelizmente enfeiam esse país tão conhecido no exterior por suas belezas naturais e culturais. Só quem vive aqui sabe do que acontece.
Houve muitos momentos em que o brasileiro era tratado como um animal, alguém que não pensa, sem direitos e com muitos deveres. Foi então que em 1986 o PMDB junto de seus aliados políticos, decidiram mudar com estes problemas e implantaram a Constituição de 1988, que além de todos os benefícios que ela nos trouxe, mostrou que o ser humano deve ser educado para respeitar, e respeitado por pensante, agente de mudança.
Nosso enfoque está na educação, mas não podemos deixar de falar da grande revolução que esta constituição trouxe como um todo. Ou seja, o seu humano vivia aprisionado e passou a ser “livre”, saiu da prisão, hoje pode expressar suas idéias, conceitos e princípios. Sobre isso, Einstein (1879), nos diz que,


“O ser humano vivencia a si mesmo, seus pensamentos, como algo separado do resto do universo - numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é um tipo de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos e ao afeto apenas pelas pessoas mais próximas. Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Ninguém conseguirá atingir completamente este objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior.”


Nosso enfoque na Constituição está dentro da educação e iremos analisar seus conceitos, sua importância, relembrar as constituições que existiram, quais benefícios nos trouxe, dentre outros assuntos constitucionais.



2 CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988: A LEI DA CIDADANIA?



Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda”. (Paulo Freire)

Nosso país teve em sua história sete Constituições Federais, algumas deram enfase maior a educacao e ao homem por completo, outras nem tanto, passaremos a analisar cada uma delas.
A primeira Constituição foi a de 1824, outorgada por D. Pedro I, previa ao Brasil ser regido pelos tres podderes, Legislativo, Executivo e Judiciário. Foi na verdade uma cópia da Constituição Americana, onde a educação não foi levada em conta, apenas falou o que caberia a cada poder em relação a isso e obrigou o ensino católico, Jesuítico nas escolas. Essa Constituição perdurou por mais de um século.
A segunda foi a de 1934 que deeu novos olhares para a educação. Sentiu influência do movimento escolanovista, passou a falar mais sobre a educação em todos os seus níveis, primário, secundário e superior. Obrigou o ensino laico e deixou a critério de cada escola sobre o ensino religioso. Deixou a cargo da União ações como formulações de diretrizes, planos e projetos para a educação.
A outra Constituição foi a de 1937 que trouxe avanços e a de 1946, foi basicamente uma copia. Ambas falavam sobre o ensino obrigátoria para crianças. Com a ditadura militar tudo piorou. Foram construidas escolas enormes que pudesse atender a todos os alunos, mantendo-os em apenas um lugar, passou a ser obrigatória disciplinas cívicas e excluídas as de Filosofia, Sociologia, apenas eram permitidas disciplinas que falassem bem do governo atual.
A ultima Constituição é a que vivemos hoje, a de 1988. Ela trouxe valores para o ser jumano, bem como ótimas soluções para a educação, vendo nela soco agente de apoio e solução para alguns problemas e marcas deixadas pela ditadura.
Esta lei prevê as seguintes soluções assim como constam em seus artigos:
Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;
III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
É lastimável saber que a lei é bonita, bem estruturada, porém muitas vezes não passa do papel. Nem todo cidadão possui direito aos estudos, é comum vermos criança pedindo esmola o dia todo, jogadas nas ruas ao invés de estarem nas escolas aprendendo. Não vivemos um país de igualdade. A qualidade de ensino é ruim, já foi pior, mas continua ruim. O ensino nao é gratuito, sempre temos gastos com a educação. Sem falar que ela ainda diz que o professor é valorizado:
V - valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma da lei, planos de carreira, com ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, aos das redes públicas.
É mentira dizer que o professor é valorizado. Em Florianópolis a pouco tempo uma professora foi agredida, isso é valorização? Nem os direitos humanos não são mais respeitados.
Em seus artigos seguintes diz:
Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de:
I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, assegurada, inclusive, sua oferta gratuita para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria;

II - progressiva universalização do ensino médio gratuito;
III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino;
IV - educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças até 5 (cinco) anos de idade;
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um;
§ 1º - O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo.
§ 2º - O não-oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público, ou sua oferta irregular, importa responsabilidade da autoridade competente.
§ 3º - Compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela freqüência à escola.
§ 2º Os Municípios atuarão prioritariamente no ensino fundamental e na educação infantil.
É bom saber que o Estado têm o dever de dar educação, mas nem sempre é assim. As pessoas não possuem acesso à escola, os meios de transportes estão cada vez piores e as crianças correm sérios riscos de vida. Como ainda podem falar em educação infantil, onde milhares de crianças não possuem esse acesso.
A lei possui as suas vantagens, seus atos bons, porém fica apenas no papel o que me lastima.
Só me resta terminar este artigo com uma frase cruel do filosofo Diderot (1713),
“O mundo só será melhor no dia em que o último rei for enforcado pelas tripas do último padre”.
Sem comentários, forte e realístico demais...



3 CONCLUSÃO


Termino este paper com uma simples pergunta, até quando? As vezes me perco filosofando sobre meu papel nesta sociedade, qual minha missão, o que Deus quer que eu faça, sempre me encontro chorando, angustiada sem motivos, sou poeta, talvez isso explique, me perco na desilusão ao ver uma criança pedindo esmola no Bobs e eu ali sentada me alimentando, enquanto outras estão famintas, para que existe a lei? Estamos sempre na contramão da vida, talvez se a lei falasse que poder-se-ia roubar, ninguém roubaria, ou que ninguém deve ter direito a escola, talvez todos estudassem, lamento-me ainda mais porque sou educadora e tenho a função de mostrar ao mundo que não se anda na contramão da vida e sim acompanhando ela. Hoje compreendo Marx (1991), quando fala em sua obra “O Capital” que “Não é a consciência do homem que lhe determina o ser, mas, ao contrário, o seu ser social que lhe determina a consciência”.


4 REFERÊNCIAS


CONSTITUIÇAO FEDERAL BRASILEIRA DE 1988, disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm
DIDEROT, Denis. Disponível em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Denis_Diderot
MARX, Karl. “O Capital”. São Paulo-SP - Editora Bertrand, 1991
PALMQUISTES, Palmquistes. Frase disponível em:http://frases.netsaber.com.br/busca_up.php?l=&buscapor=Theodore%20Palmquistes

quinta-feira, 21 de abril de 2011

CAMINHOS PERCORRIDOS ATÉ DESCOBRIR O PRINCÍPIO ALFABÉTICO


RESUMO

A alfabetização é um processo pelo qual o educador mostra a criança o mundo das palavras, onde juntos descobrirão que educar vai muito além que alfabetizar. Ao sairmos da educação infantil e ingressarmos na escola percebemos que nossa vida muda, pois ali a criança passa a ter intelectualidade, aprende que a leitura é fundamental e que a educação para nossas vidas é muito importante.
Palavras-chave: Alfabetização; Escola; Educar.

1 INTRODUÇÃO

Desde a descoberta da escrita até nossos dias atuais, ocorreram muitas mudanças, tanto na metodologia de alfabetizar, como no sentido de alfabetizar.
A alfabetização é algo que está sempre em evolução, inúmeros métodos e teorias foram tornando-se ultrapassadas e a cada dia que passa, novas formas de alfabetizar vão surgindo, novos teóricos dedicando-se ao tema e todos lutando por um método alfabetizador de qualidade.
Sabemos que este processo não é fácil, em entrevistas de educadores ou teóricos, seja em revistas ou jornais, vemos o porquê da dificuldade em alfabetizar e ser alfabetizado, porém com muito estudo e informação (embasamento teórico) se chegará a uma prática educativa com êxito, onde o estudante não seja prejudicado, tenha prazer ao aprender e a qualidade na educação possa florescer de vez, pois é frustrante para qualquer educador saber que em seu país existem ainda muitos analfabetos funcionais e que essa realidade muda a passos lentos.

2 CAMINHOS PERCORRIDOS ATÉ DESCOBRIR O PRINCÍPIO ALFABÉTICO

2.1 ALFABETIZAÇÃO: CONCEPÇÕES E CAMINHOS

Vivemos uma época onde a tecnologia toma conta, a criminalidade está aumentando, as diferenças sociais cada vez mais presentes e o etnocentrismo cada vez mais forte, por sua vez, a educação também está decaindo. É constante ouvirmos teóricos, estudiosos ou professores falarem que a qualidade da educação é importante porque através dela podemos mudar o mundo, os problemas sociais diminuirão, as pessoas terão um emprego melhor, mas se não forem alfabetizadas, os problemas irão aumentar. A educação é apenas o primeiro passo para mudar esta realidade, mas ela não faz milagres, pois se assim fosse não existiria tantos problemas sociais, pois quem mais os provocam são os chamados letrados, PHDS, a burguesia, é por causa deles que vivemos assim. Rousseau nos diz que a sociedade é quem nos destrói, somos obrigados a fazer algumas coisas que não sabemos se é positivo ou não, para ele “o homem nasce puro, bom e a sociedade que o corrompe” e "O homem nasceu livre e por toda a parte vive acorrentado”. Ele nos diz que a criança já aprende dentro da barriga da mãe e seu processo educacional deve ser o mais livre e “lúdico” possível. Mas afinal, o que é alfabetização?
Alfabetizar para mim é mostrar para a criança um mundo totalmente novo, é ensiná-la a ler o mundo, olhar a sua volta e imaginar, compreender, é o levar para uma realidade intelectual onde passará a fazer parte dos padrões educacionais estipulado pela sociedade a qual nos submetemos. É estarrecedor quando ouvimos determinados políticos e apresentadores de T.V dizerem que a pessoa só é reconhecida como ser humano quando aprende a ler e escrever, “é através da alfabetização que nos reconhecemos como pessoas”, pobres coitados, se fossem letrados não falariam tanto porcaria, você é um ser humano não importa se é ou não alfabetizado. Para Fídias Teles (2004), “[...] alfabetizar é um é um processo de construção, onde o sujeito constrói seu conhecimento a partir de reflexões e conflitos de suas hipóteses de escritas [...] desenvolve no contexto de e por meio de práticas sociais de leitura e de escrita”. Já para (Augusta Schimidt, 2002), “Alfabetizar é acender uma luz que jamais será apagada. É iluminar um futuro próximo e também distante. É deixar uma marca útil que se eternizará. Alfabetizar é mais uma forma de amar”.
Para a criança que está em processo alfabetizatório, a princípio existem apenas desenhos, símbolos e aos poucos aprenderá que letras e números existem e eles nos fazem compreender as coisas. Cagliari (1998, p.108) diz que,

[...] as crianças usam os desenhos como forma de representação gráfica e são capazes de contar uma história longa como significação de alguns traços por elas desenhados [...]. Elas também podem usar ‘marquinhas’, individuais ou estabelecidas por um consenso de grupo, para representar aquilo que ainda não sabem escrever com letras.

Em suas primeiras tentativas aparecem símbolos que já não são mais desenhos e logo surgem algo parecido com as letras, e neste período a criança passa a associar as coisas grandes as palavras grandes e as coisas pequenas as palavras pequenas. Piaget (1967) nos explica isso, para ele “em um determinado momento de seu estágio de desenvolvimento cognitivo, a criança concebe a palavra e o objeto como uma mesma coisa” ele chamou isso de Realismo Nominal.
Uma psicóloga e educadora curitibana chamada Simons, criou um Manual de Avaliação do Nível de Aquisição Da Leitura e Escrita. Em uma palestra que assisti dela, esta mostrou um dos testes de seu manual, onde havia o desenho da tartaruga e do boi a as palavras próximas dos desenhos, ela pediu pra que o menino de 6 anos dissesse qual palavra era do boi a qual da tartaruga, ele apontou a palavra tartaruga sendo do boi, pois como o boi é grande ele imaginou assim e a tartaruga por ser lenta e pequena imaginou a palavra boi como sendo dela.
Emília Ferreiro (1974) foi uma aluna de Piaget e através de seus ensinamentos pesquisou e estudou sobre a alfabetização de crianças de classe baixa, para ela, a alfabetização acontece respeitando a individualidade de cada aluno e seu ritmo, trabalhando com os níveis de aquisição do processo da escrita. Em sua pesquisa percebeu que as crianças passam por determinados períodos que são: Nível pré-silábico, silábico, silábico-alfabético e o alfabético.


  •   Nível Pré-Silábico-a criança ainda não compreende que as palavras possuem som; ela tenta diferenciar a escrita do desenho e percebe que para escrever uma palavra é necessário mais que três letras, alem de associar as palavras ao tamanho.
  •     Nível Silábico: já compreende que as palavras são diferenciadas pelos sons que possuem, em momentos usa somente consoantes em outros vogais, repete letras e inventa letras também.
  •    Silábico-Alfabético: a criança compreende que as palavras podem produzir sons diferentes (s,ss,c,ç...) 
  •       Nível Alfabético-a criança agora já entende que a sílaba pode ser separada, que as palavras não ficam apenas inteiras.

O método de Emília Ferreiro é aquele que chamamos de construtivismo, porém cabe a cada educador buscar a melhor forma de alfabetizar seus alunos. Como diz Ferreiro, "... A minha contribuição foi encontrar uma explicação segundo a qual, por trás da mão que pega o lápis, dos olhos que olham, dos ouvidos que escutam, há uma criança que pensa"

2.2 MÉTODOS E ASPECTOS LEGAIS

A legislação brasileira não nos deixa claro em alguns momentos sobre a alfabetização em sala de aula, mas ela deve ser aplicada no Ensino Fundamental. Conforme a LDB 9394/96,
Art. 22. A educação básica tem por finalidades desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores.
Art. 23. A educação básica poderá organizar-se em séries anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância regular de períodos de estudos, grupos não-seriados, com base na idade, na competência e em outros critérios, ou por forma diversa de organização, sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar.
Art. 32. O ensino fundamental obrigatório, com duração de 9 (nove) anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante: (Redação dada pela Lei nº 11.274, de 2006)
I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;
II - a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;
III - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores;
IV - o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.
§ 1º É facultado aos sistemas de ensino desdobrar o ensino fundamental em ciclos.
§ 2º Os estabelecimentos que utilizam progressão regular por série podem adotar no ensino fundamental o regime de progressão continuada, sem prejuízo da avaliação do processo de ensino-aprendizagem, observadas as normas do respectivo sistema de ensino.

Já os métodos utilizados são muitos, porém a história nos mostra alguns deles:


  •   Fônico: é um método behaviorista, onde a decoreba e o mecanicismo fazem parte. Não vem a criança como alguém que precisa aprender com cuidado, amor, que ela decore, uma atividade que adoram fazer é o ditado de palavras.
  •    Global: busca fazer com que a criança reconheça a palavra que esta aprendendo. Ele compõe a palavração, que é o estudo da palavra por completo, a sentenciação, onde a colaboração de todos é fundamental e o conto, busca fazer com que a criança entenda o que está escrito.
  •    Construtivista: é o método que falamos ainda pouco de Emilia Ferreiro.
  •     Paulo Freire, o grande educador brasileiro, é alfabetizar adultos, buscando a sua própria realidade para isso.

4 CONCLUSÃO

Trabalho a muito pouco tempo na área educacional, mas o suficiente para saber que educar vai muito além que ensinar o aluno a ler, escrever, é ensina-lo a ver o mundo das palavras e entender o mundo como um todo. Creio que a alfabetização é complexa, porém com muito estudo, leitura e uma prática educativa com erros e acertos, avançaremos com sucesso, teremos uma educação de muita qualidade.

5 REFERÊNCIAS

CAGLIARI, L.C. “Alfabetizaqção sem o ba, bé, bí, bó, bú”, São Paulo: Scipione, 1998.
FERREIRO, EMILIA. Disponível em Caderno de Estudos da Disciplina.
LDB-Lei de Diretrizes e Bases – disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/l9394.htm
PIAGET. Jean – disponível em www.wikipédia.com
ROUSSEAU, Jean-Jacques. “Do Contrato Social” - São Paulo: Editor Martin Claret, 2007.
SCHIMIDT, Augusta. Blog Adoro Alfabetizar.
SIMONS. Ursula. “Manual de Avaliação do Nível de Aquisição Da Leitura e Escrita” – sem editora.
TELES, Fídias. “Dimensões da Angustia Humana” Erechin – RS: Editora e Gráfica São Cristóvão –, 2004.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

EDUCAÇÃO JESUÍTICA


RESUMO

A educação brasileira sempre passou por diversas mudanças e evoluções. Os principais responsáveis pela educação de nosso país foram os Jesuítas que vieram para cá, pouco tempo após nossa colonização para alfabetizar os filhos dos poderosos e dos índios, na verdade fazer com que esses viessem a seguir suas doutrinas religiosas. Mas o tempo passou e hoje temos uma educação diferente, porém os traços jesuíticos estão presentes em nosso cotidiano e em nossa história.
Palavras-chave: Educacao; Colonizdores; Jesuitas.

1 INTRODUÇÃO

A educação brasileira sempre passou por diversos períodos e está em constante mudança, evoluindo aos poucos.
É interessante voltarmos ao passado e relembrarmos um pouco da nossa história educacional.
A história da educação do Brasil foi e ainda o é um processo de transmissão de conhecimentos. Inicia no período colonial, aonde vieram para nosso país os jesuítas da religião que conhecemos como catolicismo, comandados pelo padre Manoel de Nóbrega. Chegaram ao Brasil em março de 1549 e em apenas 15 dias depois já edificaram a sua primeira escola na cidade de Salvador – BA.
Tomaram um poder muito grande, alfabetizando os filhos dos poderosos da época e buscando trazer para a sua fé os índios colonizados, porem perceberam que só conseguiriam evangelizar se alfabetizassem, ou seja, ensinassem os índios a ler e a escrever.
Daí para frente, alfabetizaram os colonizadores, filhos dos poderosos e chefes de estado.
Dentro de nosso pequeno artigo, buscaremos conhecer a educação jesuítica, sua importância e influência até aos dias de hoje.


2 EDUCAÇÃO JESUÍTICA

Como já falamos anteriormente, os jesuítas foram os primeiros a trazerem a sua educação para o Brasil. A chamada Companhia de Jesus que obteve um papel muito importante em nossa historia. Seu real objetivo era trazer aos colonizados as suas doutrinas católicas, porem perceberam que apenas após eles aprenderem a ler e escrever é que poderiam compreender a sua fé. Sem querer acabaram sempre os primeiros educadores brasileiros e até hoje podemos ver em nossa cultura e nas nossas escolar a influencia da educação jesuítica.

O ensino jesuítico, por outro lado, conservando à margem, sem aprofundar a sua atividade e sem preocupação outras senão as do recrutamento de fiéis ou de servidores, tornava-se possível porque não perturbava a estrutura vigente, subordinava-se aos imperativos do meio social, marchava paralelo a ele. Sua marginalidade era a essência de que vivia e se alimentava.

Seus principais objetivos eram:

v Levar o catolicismo para a America recem descoberta.
v Catequizar os colonizados, índios e filhos dos poderosos, trazendo a eles sua língua portuguesa, costumes europeus e da sua religião.
v Difundir a sua religiao, evitando assim que o protestantismo estende-se mais que a religiao catolica.
v Construir escolas que pregassem o seu evangelho por todo o mundo.
Conseguiram cumprir com boa parte de seus objetivos. Hoje há uma grande populacao de catolicos em nosso país, falamos a lingua portuguesa e estamos alfabetizados.
São muitos os colégios católicos espalhados por nosso país, que ainda seguem uma doutrina jesuítica, porem dentro das normas da LDB e evolução educacional que surgiu no Brasil.
Seu papel em nossa educação foi muito importante, vinham com o propósito de mudar, reformar, transformar a vida dos colonizadores.
Sua educação estendeu-se rapidamente pelo país e em poucos anos já haviam cinco escolas elementares jesuíticas. Seguiam o método Ratio Studiorium, onde não apenas pregavam sua fé, mas ensinavam as letras, Filosofia, em curso normal, Teologia e Ciências Sagradas, para nível superior, e quem estudasse apenas letras levaria consigo conhecimentos de gramática Latina, Humanidade, retórica e no curso extensivo de Filosofia estudavam lógica, metafísica católica, moral, ética, matemática e ciências naturais.
SCHMITZ, (1994, p.14), diz que:

É evidente que a formação principal será a da Teologia e da Filosofia, pois estas ciências serão úteis para o seu futuro apostolado. Mas não se descuida a formação sólida em Letras, pois é por meio da Cultura ampla e profunda nas ciências humanas que o jesuíta terá melhores condições de exercer o seu ministério.

Incentivavam os filhos da nobreza a estudar na Europa, pois seu interesse era pregar o evangelho aos pobres, convertendo-os ao seu evangelho e aos seus valores, mostrando-lhes também boas maneiras.
Com o passar dos tempos os colonos queriam usar os índios como escravos, porém os jesuítas não queriam que o fizessem, sendo assim criaram as missões, ou seja, retiros onde os índios passariam pelo processo de catequização, tendo aulas de como cuidar da terra, com trabalhos agrícolas, trazendo aos jesuítas outros benefícios de renda. Porém os colonos muitas vezes conseguiam pegar uma tribo inteira como escravos.
Os jesuítas nos influenciam até os dias de hoje.
Ao entrar em uma escola católica, percebemos que a influência de sua religião está muito presente, também ensinam bons costumes e normas que devem ser seguidas dentro de uma sociedade, algo que as escolas de ensino normal não o fazem.
Nosso educadores jesuítas foram os mentores de nossa educação durante aproximadamente duzentos anos, desde 1549 até a1759, quando foram expulsos de nosso país pelas colônias portuguesas, pelo Maquês de Pombal, o primeiro ministro de Portugal, figura marcante em nossa história. Porem os jesuítas já haviam realizado um belo trabalho, tinham fundado 17 colégios e seminários, 36 missões e 25 residências, sem falar nos inúmeros seminários que atendiam a menores e as escolas que ensinavam as primeiras letras instaladas nas cidades onde estava presente a Companhia de Jesus.
A educação brasileira deve muito a nossos irmãos jesuítas, por terem implantado em nosso país uma educação modelo, que precisou e ainda precisa de reajustes, porém sua importância não deixa de ser significativa por isso.

3 CONCLUSÃO

É muito conhecermos um pouco mais sobre a nossa educação, nosso passado, nossa cultura.
Estudar nos leva a fazer novas descobertas, a conhecer o desconhecido e compreender os fatos que rondam a nossa existência.
Conhecer um pouco mais da educação jesuítica me levou há compreender um pouco mais sobre a nossa educação atual, pois apesar de tanto tempo sofreu uma influencia muito grande e em partes precisa ser mudada, porém a revolução vem com o passar dos tempos, mas sei que depende também de mim como educadora, mudar nossa realidade.

4 REFERÊNCIAS

SCHMITZ, Egídio. Os Jesuítas e a Educação: a filosofia educacional da Cia. de Jesus. São Leopoldo: Unissinos, 1994.
SODRÉ, Nelson Werneck. Síntese de história da Educação Brasileira. 17 ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1994.
A IMPORTÂNCIA DO DESENVOLVIMENTO DA AUTONOMIA DA CRIANÇA NO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO PENSAMENTO LÓGICO-MATEMÁTICO

RESUMO


A matemática e suas implicaturas. É complexo analisarmos o processo de desenvolvimento lógico-matematico da criança, porém importante, pois nós somos os agentes que mudança e aprendizagem que podem contribuir para a formação desta criança. Piaget foi um educador que trabalhou este processo de forma lógica e objetiva, dentro deste contexto analisamos sua contribuição e buscamos formas, métodos e conceitos para trabalhar o pensamento matemático e a autonomia em sala de aula.
Palavras-chave: Criança; Lógico-Matemático; Pensamento.



1 INTRODUÇÃO


A Matemática e sua complexidade. Ela surgiu há muito tempo atrás e a cada ano que passa evolui, pois vão surgindo novas teorias e métodos de aplicação desta ciência dentro das escolas e na vida cotidiana do ser humano. Não vivemos sem a Matemática. Ela está presente em todo momento de nossa existência, desde quando levantamos até quando vamos repousar, pois vemos as horas, pagamos o ônibus, fazemos compras entre muitas outras ações que nos levam a perceber a importância e influência desta ciência tão enigmática em nossa vida.
Defino a Matemática como uma ciência que trabalha o “raciocínio lógico e abstrato”. Existem muitas definições, mas entendo que esta seja a mais lógica.
No ambiente escolar a Matemática tem sido um problema para muitos alunos, pois é uma disciplina que exige muito do educando.
O processo de ensino-aprendizagem da matemática é complexo, um grande desafio para nós futuras educadoras, mas é parte integrante da vida de cada indivíduo e necessita-se sua compreensão, sendo assim, neste pequeno artigo, buscarei mostrar a construção do pensamento lógico-matemático da criança, sua importância na vida desta, o porquê da autonomia neste processo, alguns métodos a serem trabalhados e o que nos dizem as normas e regras que cada Estado deve seguir, conforme seus Conselhos de Educação, Suas Propostas Pedagógicas, sem falar no processo de ensino-aprendizagem – lógico- matemático baseado teoricamente em Piaget, um grande matemático que revolucionou a História da Educação Mundial.


2 CONSTRUÇÃO DO PENSAMENTO LÓGICO MATEMÁTICO

"O professor não ensina, mas arranja modos de a própria criança descobrir. Cria situações-problemas”.( Jean Piaget)


Para falarmos em Matemática, precisamos falar em números. A base da matemática são os números, até certo ponto, é claro. Sabemos que eles provavelmente surgiram com a história dos criadores de ovelhas que passaram a colocar dentro dos saquinhos pedras, cada vez que uma ovelha passava, uma pedra era posta ali, para que eles não perdessem nenhuma ovelha, daí surgiram os números.
A criança já nasce num mundo onde os sistemas numéricos estão presentes e acaba envolvendo-se e relacionando-se com este meio de quantificar as coisas. A TV é um exemplo disso, onde as crianças vêem os números dos canais, diversas quantidades, também fazem compras com seus pais, dentre outras ações que fazem parte de nosso cotidiano e nos mostra que a Matemática é intensa e presente.
Ao ingressar na escola a criança já possui algumas básicas noções de quantidade, mas não sabe ao certo suas qualificações e seu conceito numérico. Mas então me vem à mente a seguinte pergunta: Como a criança adquire tal conhecimento? É através do pensamento. Da sua Naturalidade.
O educador Jean-Jacques Rousseau (1983), um grande educador Suíço, nos fala que a criança desenvolve-se naturalmente, o que deixou bem explícito em sua obra “Emilio”. Para ele,


“O homem nasce livre e por toda parte está a ferros [...] O único hábito que se deve permitir a uma criança é o de não adquirir nenhum [...] o homem nasce bom, puro, naturalmente belo, mas é a sociedade que o corrompe”.


Mas Piaget (1978) foi o educador que trabalho mais a área psicológica da criança. Para ele, o pensamento humano é construído através da participação do grupo social ao qual ele está inserido. Ele considera o pensamento lógico-matemático uma eterna construção, resultante da ação mental das crianças sobre o mundo ao qual estão inseridas, ou seja, acontece quando a criança passa a compreender e pensar no seu mundo, no seu cotidiano, nas ações que irá realizar.
A princípio a criança trabalha a quantidade como sendo “muita” coisa, sempre associa quantidade ao objeto, um exemplo disso é uma menina que diz ter duas bonecas, mas não sabe o que quer dizer a palavra dois, o significado do número dois, tem duas bonecas, mas não sabe o que significa, ela não tem a noção exata deste fato e na escola irá aprender que vai muito além.
Na verdade, pelo que li, analisei, a criança aprende sozinha, até certo ponto a desenvolver o seu pensamento lógico-matemático, pois as sociedades impõem a ela problemas aos quais terá necessidade de resolvê-los. Não podemos esquecer que a criança já possui suas pequenas experiências e isso deve ser levado em consideração na aprendizagem. Diz Piaget (1974):


"[...] só falaríamos de aprendizagem na medida em que um resultado (conhecimento ou atuação) é adquirido em função da experiência, essa experiência podendo ser do tipo físico ou do tipo lógico-matemático ou os dois".


O pensamento lógico-matemático é de suma importância já na educação infantil, pois é ali que a criança adquire a sua autonomia.
Toda criança necessita de sua autonomia, para isso um trabalho bem feito e produtivo em sala de aula, a aplicação do cotidiano e atividades problematizadoras trarão entre muitos benefícios, a criança, a necessidade da solução de problemas, propiciando assim não apenas a construção de sua autonomia, mas sim o desenvolvimento do pensamento lógico-matemático.


3. METODOLOGIA E ASPECTOS LEGAIS


Toda instituição de cunho social ou cultural precisa seguir algumas normas e regras para o seu bom funcionamento.
Nosso país possui os Parâmetros Curriculares Nacionais que nos trazem um embasamento sobre como deve ser trabalhada a Matemática em sala de aula e qual a sua importância.
Conforme o PCN’s,


[...] “a Matemática desempenha papel decisivo, pois permite resolver problemas da vida cotidiana, tem muitas aplicações no mundo do trabalho e funciona como instrumento essencial para a construção de conhecimentos em outras áreas curriculares. Do mesmo modo, interfere fortemente na formação de capacidades intelectuais, na estruturação do pensamento e na agilização do raciocínio dedutivo do aluno.”.


Ou seja, a matemática ajuda intelectualmente e socialmente à criança. Ele nos trás alguns caminhos de como trabalhá-la em sala de aula.
Os métodos que mais utilizamos é o lúdico, porém no Ensino Fundamental a aplicação deve mais rigorosa e intensa, não behaviorista mais onde o professor possa ser o transmissor de conhecimentos. Os jogos é uma grande opção. Conforme a Proposta Curricular de Santa Catarina (2005),

“[...] organizar as ações da escola com base nos jogos e brincadeiras, visando construir na criança conhecimentos sobre o mundo, sempre levando em consideração os contextos a qual ela está inserida”.


Não podemos nos esquecer do método Montessori, os seus jogos que nos ajudam e facilitam nosso trabalho. Hoje o educador possui inúmeros materiais didáticos para o trabalho, como tampinhas de garrafas, papelão, latinhas, caixas de fósforos entre outros reciclados que pode fazer de uma simples aula de matemática, uma grade aula de descobertas e já trabalhando também a interdisciplinaridade em temas transversais como o meio ambiente.
As escolas que possuem sala de informática têm uma ferramenta a mais de trabalho, com seus excessivos cuidados é claro.
Sem falar nos métodos tradicionais que os educadores já utilizam em sala e passam de geração em geração, já se tornou algo cultural, porém falta um pouco de boa vontade e autonomia dos educadores para buscar trazer algo novo nos métodos de lecionar.
Hoje há diversos educadores que trabalham feirinhas, mini-mercados em sala de aula, isso é interessante, porém desde cedo já escravizam as crianças ao mundo do capitalismo, já os fazem pequenos capitalistas. Sobre isso nos diz Marx (1818),


“Sem sombra de dúvida, a vontade do capitalista consiste em encher os bolsos, o mais que possa. E o que temos a fazer não é divagar acerca da sua vontade, mas investigar o seu poder, os limites desse poder e o caráter desses limites [...] o capitalismo gera o seu próprio coveiro”.


Na educação infantil o melhor método utilizado para desenvolver o pensamento lógico-matemático é o lúdico. Toda criança aprende brincando, pois através do brinquedo ela interage com o mundo, com sua imaginação, seu corpo, sua vida, sua totalidade. O brinquedo cantado é algo indispensável na Educação Infantil, às cantigas de roda, todas as músicas infantis, ajudam a desenvolver a linguagem da criança, algo que também envolve a razão e a emoção. “Cantigas e rimas aliadas a gestos e danças, auxiliam no desenvolvimento lingüístico e físico da criança”. (P.C.S.C. pág. 58).
É através da música que expressamos os nossos sentimentos, é ali que o professor perceberá se a criança sofreu ou sofre abuso sexual, violência ou outro problema que a envolve. É muito importante fazer a contextualização da música, desenhá-la, interpretá-la visando desenvolver as percepções táteis, visuais e sensoriais, além do lógico-matemática, é claro.
A linguagem matemática é algo trabalhado com muita dificuldade nas creches, pois se ensina as regras e não o conceito. O jogo, blocos lógicos, figuras geométricas, quebra-cabeça, tangram, são meios concretos que ajudam a desenvolver esta linguagem, a criança precisa tocar no objeto, senti-lo, colocar na boca muitas vezes, mas é assim que ativa a sua capacidade cognitiva. Conforme a P.C.S. C ,(pg. 62),


“A organização espacial é outro principio norteador da pratica pedagógica que pode, dependendo de sua estruturação facilitar ou dificultar a vivencia da infância”.


A criança é o sujeito de ensino e desde pequena precisa aprender e descobrir o mundo, para poder desenvolver-se matematicamente. O professor deve facilitar a aprendizagem e não deve esquecer que tudo na vida tem o seu tempo e na educação não é diferente, ela tem etapas e não deve ser puladas. A criança aprende dentro de suas potencialidades.
Não podemos nos esquecer que a criança precisa desenvolver a sua autonomia, esta não pode viver dependente de tudo e de todos, ela precisa aos poucos aprender a fazer as coisas por sua própria conta e o professor junto com a família devem fazer este trabalho, a criança também precisa desenvolver a sua capacidade de pensar, fantasiar, imaginar, refletir, a criança cria um mundo dentro de si, ilusório às vezes, mas necessário ao seu desenvolvimento.
A criança é um ser que precisa ser amada e cuidada, pois muitas vezes sabemos que a criança não tem o amor que precisa de seus primeiros educadores, pois conforme Rousseau (1759, pg. 147), “Vossos pais serão seus primeiros educadores.”
O professor deve proporcionar situações interessantes com materiais variados para trabalhar as relações matemáticas, fazendo com que os alunos progridam seu conhecimento matemático.


4. CONSIDERAÇÕES FINAIS


Os conteúdos matemáticos são de extrema importância para o desenvolvimento do ser humano por completo. Vêm-me a mente diversas perguntas e pequenas respostas sobre o nosso papel como educadoras nesse processo, pois é na educação infantil que a criança basicamente desenvolverá seu pensamento lógico-matemático e no ensino fundamental aprenderá como elevá-lo de forma que venha contribuir para sua vida. Sendo assim, o professor pode tanto contribuir com seu aluno, como prejudicá-lo em sua jornada.
É importante o professor propor situações e estar atento nas atividades do cotidiano das crianças, pois ela aprende com tudo a sua volta, internaliza seu conhecimento através da resolução de situações-problemas a elas impostas. Caberá ao professor, como mediador, organizador, facilitador do processo de aprendizagem, criar situações que incentivem o aluno a buscar informação para a construção de novos conhecimentos. A escola deve ser aberta e deixar o aluno livre. Rubem Alves (2002, p. 29), onde ele falava sobre a escola de uma forma filosófica:


“Há escolas que são gaiolas. Há escolas que são asas. Escolas-gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Engaiolados são os pássaros sob controle. Seu dono pode levá-los aonde quiser. Deixaram de ser pássaros, pois, a essência dos pássaros é o vôo. Escolas-asas não amam os pássaros engaiolados, amam os pássaros em vôo. Ensinar o vôo não podem, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo pode ser encorajado.”



5. REFERÊNCIAS
ALVES, Rubem. “Por uma educação romântica”. Portugal. Papirus. 2002.
MARX, Karl. Frases disponíveis em:
PARAMETROS CURRICULARS NACIONAIS: Matemática. Ministério da Educação e do Desporto: Secretaria de Educação Fundamental, Brasília, 1997.
PIAGET, Jean. Epistemologia Genética. São Paulo: Livraria Martins Fontes Editora Ltda. 1976.
PROPOSTA CURRICULAR DE SANTA CATARINA: Secretaria de Estado da Educação e do Desporto: Coordenadoria Geral de Ensino, 1988.
ROUSSEAU, Jean-Jacques. “Emilio Ou da Educação”, Tradução de Lourdes Santos Machado. 3.º Ed. São Paulo. Abril Cultural (Os Pensadores), 1983.
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Frase disponível em: http://www.frasesfamosas.com.br/de/jean-jacques-rousseau.html